sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sobre as pedras do caminho...



O distraído, desatento, nela tropeçou.

Os brutos, os estúpidos as usaram como projéteis

Os empreendedores, usando-as, souberam construir

Os camponeses, cansados da lida após um dia fatigante, delas fizeram assento.

Para alguns meninos, foi brinquedo... e que brinquedo.

Drummond as poetizou: "havia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pedra...

David usou-a para matar Golias

e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura... David... La Pieta... Moisés...

Em todos esses casos, a diferença nunca esteve nas pedras, mas nos homens que nelas tropeçaram!!!

Não existem pedras intransponíveis.

Não existem "pedras" no meio do caminho que não possam ser aproveitadas para o crescimento....

Juntemo-nas todas... construamos vários castelos...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Propaganda do CNJ

Vergonhosa a propaganda do Conselho Nacional de Justiça para divulgação da conciliação. Ao invés de destacar os benefícios da conciliação o comercial que vem sendo veiculado demonstra a ineficiência do Poder Judiciário e piora ainda mais a imagem que a população tem da Justiça. Com uma assessoria de imprensa deste nível, nosso presidente não se elegeria nem síndico de edifício.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vida de mestranda - parte 1: o projeto



Revisar, reestruturar, reorganizar, repensar o projeto...Enfim, o famigerado pré-projeto agora tem que virar projeto...e tem que passar pela qualificação.
E o seu único projeto de vida agora é projeto do mestrado...
Excesso de ansiedade?
Imagina! Eu ainda nem disse que queria mudar o mundo!

Sete meses de N. Sophie


N. Sophie chegou, invadiu, expropriou, apoderou-se de minha realidade
Impossível imaginar a vida sem ela.
Irrelevante lembrar da vida antes dela.
Sete meses...sentada em meu colo a bater as mãozinhos no teclado...
Cada novo dia ilumina-se e tenho a plena convicção que o sol brilha unicamente porque ela existe.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dissoluções

Abriu a porta e deparou-se com a mulher que a esperava. Uma senhora negra, aparentando cerca de cinqüenta anos, talvez menos. Nitidamente maltratada pela vida.
A mulher sorriu um sorriso incompleto e estendeu-lhe a mão.
- Boa tarde, doutora. Disse a negra risonha.
Sorriu também, retribuindo o cumprimento. Sentiu vontade de rir, mas conteve-se. Em seus ouvidos ainda ecoava o tratamento de doutora. Por um momento pensou nas relações sociais, na luta de classes, na exploração dos pobres...Desfez os devaneios e concentrou-se na mulher que sentara a sua frente.
- Em que posso ajudá-la dona...
- Maria Aparecida. Apressou-se em completar sua interlocutora.
- Então dona Maria Aparecida, em que eu posso ajudá-la?
-Sabe o que é doutora...eu preciso fazer um despejo.
Desapontada, ela já se preparava para informar àquela senhora que não poderia ajudá-la. Afinal, acabara de iniciar o quarto ano do curso de Direito e só tinha autorização para tratar de casos de família. A mulher teria que voltar na quarta-feira para ser atendida por um aluno em estágio mais avançado, que atendesse causas cíveis.
Mas, antes que pudesse falar qualquer coisa, Maria Aparecida passou a contar sua história. Pretendia despejar o safado do ex-marido, que mais tarde constatou-se ser na verdade seu ex-companheiro.
- Não casamos no papel não, doutora. Só juntamos os trapos.
O homem havia retirado a porta da suíte em que dormia com a dona Maria Aparecida, fechou a abertura com tijolos e abriu uma porta para a rua. Agora entrava e saía sem dar satisfação a ninguém e continuava a usar a água e a luz que a pobre coitada pagava. Dona Maria contou que, vez por outra, ainda aparecia bêbado acompanhado de alguma quenga.
Ela orientou dona Maria a procurar testemunhas, tirar fotos da casa e trazer os documentos necessários na semana seguinte. Com satisfação, entregou à pobre senhora a procuração e a declaração de pobreza.
- É para não precisar pagar as custas do processo, dona Maria.
E a mulher sorriu seu sorriso imperfeito concordando. E saiu despedindo-se, contente.
– Deus lhe pague, doutora!
Ela fechou os olhos. Rapidamente a imagem se desfez. Sua primeira cliente no escritório modelo. Sua primeira ação de dissolução de união estável! Já fazia cinco anos.
Agora, sentada em frente ao microcomputador, ela redigia sua própria ação de dissolução de união estável e a cada palavra colocava um ponto final naquela etapa de sua própria vida. Pensou em seu relacionamento desgastado e conturbado. Pensou em dona Maria Aparecida. Pensou nas tantas outras mulheres que haviam passado pelo seu escritório naqueles anos. E sorriu, satisfeita com sua escolha profissional, segundos antes que a bala disparada pela arma de seu ex-companheiro a ferisse mortalmente.

Um passo de cada vez...

As vezes temos o péssimo hábito de atropelar as coisas. Cada um e cada coisa tem o seu próprio tempo. Querer apressar o relógio, tentar apertar o passo quando a caminhada é árdua... talvez seja apenas desperdício de energia. Somos o exato resultado dos passos anteriores. Melhor pisar com cuidado...o amanhã será o resultado do próximo passo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

11 de agosto - Dia do Advogado


SERÁ QUE HÁ ALGO A COMEMORAR?